A sorte do jovem mudou quando a filha do chefe da tribo, que por acaso estava passando pela Praia da Cal, o encontrou. A bela índia, cujo nome significava flor silvestre em tupi-guarani, resgatou o jovem e o levou para sua tribo. Lá, com seu violão, ele começou a tocar canções que encantaram todos que o ouviam. Sua habilidade musical era tão notável que ele recebeu o apelido de Puiara, que significa o dono da música.
Com o tempo, Ocarapoti, a filha do chefe da tribo, se apaixonou perdidamente por Puiara. No entanto, seu pai começou a desconfiar do fascínio que o jovem exercia sobre a tribo. Decidido a acabar com a influência de Puiara, o chefe da tribo realizou um ritual no qual o jovem foi morto e cremado. As cinzas de Puiara foram transformadas em uma pasta que todos na tribo comeram, acreditando que assim seus dons musicais seriam transmitidos para todos.
Inconsolável pela morte de seu amor, Ocarapoti pegou o violão de Puiara e foi para um lugar isolado atrás do Morro do Farol. Ela chorou tanto que suas lágrimas formaram uma lagoa que, aos poucos, tomou a forma do violão. E assim surgiu a Lenda da Lagoa do Violão.
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